[...] logo não sei por onde começar...
* Sobrevivi a mais um dia dos namorados (uFFa), desta vez não recebi caixa de bombons pelo correio, minha mãe não aumentou minha coleção de cactus e nenhum príncipe ou sapo apareceu montado em um cavalo branco ou coaxou diferente na beira de alguma lagoa. (tá, não conta uma mensagem no celular, um cartão virtual e uma paçoquinha -- respectivamente: um mantedor da frase "esperança é a última que morre", um marido frustrado que ainda me vê como concubina e um aluno que me admira). De presente me dei dois livros do Snoopy e um show da dona Elza Soares em ótimas companhias, com direito a abraço e beijo da diva (alegrias de poucos mortais como eu).
* As questões sobre o estar só são sempre muito relativas (posso citar mais de uma centena de artigos sobre isso), obviamente, ando sempre muito bem acompanhada (obrigada amigos, família, gatas, paciência no computador, sudoku e livros). Arrumo programas ótimos pra fazer durante toda a semana, pessoas sentem inveja da minha facilidade de ir e vir, das noites que não durmo para rir ao lado de boas companhias, das coisas que compro em suadas prestações e da facilidade que tenho em combinar meus cachicóis com qualquer coisa que eu esteja vestindo. Do ter que volte e meia substitui algum SER.
* As noites andam frias e eu detesto frio; o trabalho acumula e eu morro de preguiça de dar conta deste detalhe; fico em posições que ferram a minha coluna e volte e meia tenho os pés formigando, também detesto os pés formigando. Vejo algumas coisas nas lojas e quero tê-las... não vejo mal algum nos meus desejos de consumo, afinal, estética é algo que sempre me atraiu (admiro o belo, mas também me atraio pelo bizarro).
* Faço as contas do mês no lápis, anoto quase tudo, mas mesmo assim o dinheiro não é o suficiente, minha profissão paga mal, meu trabalho só é reconhecido por meia dúzia de pessoas que assim mesmo não conseguirão mudar o atual estado do meu contra-cheque.
* Meus projetos de vida andam medíocres, mas nas horas vagas prefiro tirar um cochilo.
* Vida amorosa... HA HA HA não acho homem que valha um investimento (amigos e compromissados não entram na minha listagem).
* As rapidinhas:
- A amiga que dava um beijo e em seguida tirava o vestido de noiva da bolsa arrumou um namorado distante, ela demonstra estar feliz (eu achei o cara um tanto quanto frio, temo por ela);
- Uma outra, num ato de desespero, mandou um SMS para um ficante que ao enviar percebeu que já estava totalizando a quinta mensagem (envergonhada pelo ato ela não nos revelou o conteúdo do texto);
- No jornal li que se esgotaram os Santo Antônio das prateleiras (ok, não estamos sozinhas solteiras!!);
- Durante a semana, vi Mário Bortolotto no teatro (adorei a peça, mesmo porque não tinha mais dinheiro para ver a dita cuja e consegui entrar de graça num lugar que nem pagante teve acesso, não é Doutor?!) e no vocal com sua banda, forçando ser simpático com umas groupies que passaram o show inteiro da banda dele batendo nas minhas costas com aquelas bolsas que mais parecem malas de viagem;
- Descobri que os trigêmeos dos apresentadores do Jornal da maior emissora do país estudam do lado de casa (ué, aqui virou refúgio dos globais?!);
- Fui outra vez num show de comédia stand up, e frustrei-me com o mesmo show da sexta-feira anterior (entenderam porque as coisas não vão pra frente nesta cidadezinha);
- Não me pesei mais depois do segundo mês de sibutramina, as calças não estão mostrando sinais efetivos da dita cuja, mas ganhei a receita e mais duas caixas da minha ginecologista;
- Minha casa anda uma bagunça, quero arrumá-la, mas continuo com preguiça;
- Sexo ultimamente... somente o virtual, também andei vendo que não sou a única... pau consciente de sexo por prazer anda raro no mercado;
- A média com que tenho achado fios de cabelos brancos na minha cabeça tem sido a maior dos últimos anos (tenho fios desde os 15 anos porém, nunca os achei com tanta freqüência), tenho que lembrar de parar de olhar tanto para o meu cabelo;
- Quinta show do Ney Matogrosso, há alguns anos atrás isso seria icogitável (não deve existir esta palavra), mas antes que ele morra, quero ver esta cena! Aconteceu o mesmo no show da Elza Soares e foi magnífico, fiquei arrepiada em diversas partes do show, raramente tenho esta sensação (acho que to assustada ainda);
- Assisti uma peça belga, com artistas brasileiros baseada no livro da Fernanda Magalhães e da Karen Debértolis, fiquei tensa a peça toda, também me causou uns arrepios;
- Chega de bobagens por hoje, preciso escovar os dentes, estou com mal hálito agora e ODEIO esta sensação. Aliás, escovar os dentes, limpar os ouvidos e sentir minha buceta fresca e cheirosa são as pequenas coisas da higiene que realmente me dão prazer!