segunda-feira, junho 18, 2007

(re)Tardada porém não falha, a terceira versão de mim sobre mim mesma.



Já queimei todas as chaleiras de casa. Já queimei a língua também, mas assumo menos que as chaleiras. Sou totalmente desastrada, ao ponto de tropeçar no ar. Gritava numa banda, o que me deu bom suporte para gritar em salas de aula, mas quase não uso este recurso, prefiro a sabedoria do silêncio nestas horas. Prestei vestibular para exatas, biológicas e humanas; mas o destino preferiu tornar-me a ovelha negra da família e me formei em Artes e Fotografia. As outras áreas meus irmãos preencheram, a mais nova na Matemática e o mais velho na Veterinária. Por falar em família, gosto de beliscar minha mãe quando ela está com as mãos ocupadas, geralmente ela revida minhas cutucadas pentelhas, é uma das formas que encontramos para demonstrar carinho. Amei verdadeiramente a Charlotte, mais do que a maioria dos seres que passaram por minha vida, hoje, corro atrás da Cherry e da Carpem Die para mendigar um afago (mas elas só o fazem na hora da fome, maledetas). Sou sincera demais, logo, meus amigos são as seletas pessoas que o tempo preservou ao meu lado, são os que conseguiram ouvir tudo o que tive para falar, e de mim, conseguem todo meu melhor – se por um acaso eu tiver esta parte. Temo em um dia resolver ter uma criança, torná-la sem querer querendo num novo ditador (afinal, já ando me esforçando para transformar os filhos dos outros em revolucionários), torçam para que se isso ocorra, eu seja um pouco mais sã e responsável. Não me vejo louca na verdade, as pessoas ao meu redor que acham – geralmente muito leigos ao meu respeito – me de definem assim e eu tendo a pensar “quem pouco viu, muito se maravilha”. Odeio pessoas que falam gritando, as guerras, a violência, a desigualdade, o descaso, a falta de compromisso, de honra da palavra, incompetência, achismos e burrice – mas infelizmente terei que conviver com isso por toda a minha existência. Gosto de ter flores em casa acredito que elas ajudam com suas cores, pena não ser boa para cuidar das mesmas (aliás, lembrem, eu queimo as chaleiras). Como terapia escrevo, arrumo o guarda-roupa e durmo, aliás, dormir é uma das coisas que mais me apetece. Não sou fã de crianças, mas geralmente elas grudam em mim e naquele instante, minha opinião muda. Já quebrei muitos dogmas, dentes e braços, hoje, acredito que eles surgiram para serem quebrados mesmo. Agora para falar a verdade, o bom era ser criança, aí me escondo numa pseudo crise de Peter Pan e tento suportar as outras coisas da vida de gente grande que não precisaram ser citadas.

terça-feira, junho 12, 2007

♥♥♥♥♥DiA DOS NAMORADOS♥♥♥♥♥


Durante algum tempo, minha mãe, no dia dos namorados comprava-me um cacto de presente. No começo ela dizia que era porque eu não arranjava um namorado por ser assim, que tinha muitos espinhos e vivia espetando à todos, mas que na verdade demorava para mostrar a bela flor que posso produzir (tinha que vir de mãe mesmo).
Por um tempo, ela me deu o cacto junto a um hipopótamo (eu coleciono hipopótamos), lembro-me do dia em que ela brigou com uma vendedora de um quiosque – destes que ficam no meio do shopping –, alegando que ela não iria comprar um hipopótamo verde, porque aquilo era um sapo e que ela não conseguiria enganar uma criança de mais de 20 anos.
Eu gostava de ganhar cactos (tenho vários deles vivos aqui até hoje).
O único namorado que tive de forma oficial (sem contar o namoro anarco-libertário), era com um bosta que não se preocupou em me presentear nesta data, o mantive por 6 meses, afinal, sexualmente ele dava conta do recado. Mas enquanto pessoa, ele não me acrescentava em nada. Sei que depois virou um viciado em crack e resolvi corta-lo por completo das minhas relações pessoais.
Algumas vezes recebi cartas, e-mails e declarações em blogs que cortaram meu coração, mas logo em seguida eu sentia raiva – nunca as melhores declarações vem das pessoas que queremos recebê-las, e assim, fiquei eu mais uma vez quebrando corações e não preenchendo o meu.
Lembro de uma vez que recebi uma caixa enorme de chocolates pelo correio. Saí distribuindo chocolates para todo mundo... meses depois, quando descobri o real valor daquela caixa, quase me arrependi de ter dado os mesmos.
Hoje, não teve nada disso, nem cactos da mamãe, nem presentes do correio, nem cartas e e-mails com declarações que chegaram de longe.
Mas o engraçado de tudo isso, é que desta vez, não estou tristonha nem chorosa nesta data... na verdade, acredito que estou é muito bem, e obrigada! Afinal, perto do que eu ando vendo dos relacionamentos, to mais do que servida pro meu dia a dia. Já que, carinho e amor eu recebo dos que sentem realmente isso por mim, sem cobranças, sem lástimas e tristezas (e o que é melhor, sem decepções e de forma constante), sexo, ando muito bem servida, obrigada!Agora, aos casais realmente felizes, que se completam, que acrescentam um na vida do outro e crescem mutuamente, que sabem o prazer de dividir, unir, multiplicar, que não constroem suas relações com desafetos e principalmente, que são pessoas que quero bem... estes, do fundo do meu coração, desejo um feliz dia de hoje (que na verdade, não passa de mais uma data capitalista de tantas outras) – Caso seja algum tipo de pessoa infeliz e solitária, compre um presentinho pra si. Afinal, é só uma data, que só tem valor se assim você o quiser.


quinta-feira, junho 07, 2007

The Cure - "Charlotte Sometimes"

All the faces
All the voices blur
Change to one face
Change to one voice
Prepare yourself for bed
The light seems bright
And glares on white walls
All the sounds of
Charlotte sometimes
Into the night with
Charlotte sometimes

Night after night she lay alone in bed
Her eyes so open to the dark
The streets all looked so strange
They seemed so far away
But Charlotte did not cry

The people seemed so close
Playing expressionless games
The people seemed
So closeSo many

Other names...
Sometimes I'm dreaming
Where all the other people dance
Sometimes I'm dreaming
Charlotte sometimes
Sometimes I'm dreaming
Expressionless the trance
Sometimes I'm dreaming
So many different names
Sometimes I'm dreaming
The sounds all stay the same
Sometimes I'm dreaming
She hopes to open shadowed eyes
On a different world
Come to me
Scared princess
Charlotte sometimes

On that bleak track
(See the sun is gone again)
The tears were pouring down her face
She was crying and crying for a girl
Who died so many years before...

Sometimes I dream
Where all the other people dance
Sometimes I dream
Charlotte sometimes
Sometimes I dream
The sounds all stay the same
Sometimes I'm dreaming
There are so many different names
Sometimes I dream
Sometimes I dream...

Charlotte sometimes crying for herself
Charlotte sometimes dreams a wall around herself
But it's always with love
With so much love it looks like
Everything else
Of Charlotte sometimes
So far away
Glass sealed and pretty
Charlotte sometimes

[CHARLOTTE]

te amo minha linda
[luto]

[foto do dia]


o inverno tem um céu bonito não?