segunda-feira, março 26, 2007

matam|agridem|roubam|destroem..."isso é natural"

Nós vos pedimos com insistência
não digam nunca:
"isso é natural!"
diante dos acontecimentos de cada dia
numa época em que reina a confusão
em que corre o sangue
em que o arbítrio tem força de lei
em que a humanidade se desumaniza
não digam nunca:
"isso é natural!"
para que nada possa ser imutável!

(Brecht)



P.S.: Roubado do comentário de uma amiga, no fotolog dela... uma japonesa linda de pele de porcelana e olhos ernormes verdes! Espero que ela não me mate (não tem como mesmo, ela está no Japão!), pelo uso de sua imagem sem autorização prévia...

quinta-feira, março 15, 2007

TEMPO


Estranho que nos faz escravos...
tempo para tudo,
que não acaba e que não chega.
Estranhezas de um mesmo
ah... pára tudo, dá um tempo.

E nós, que cá ficamos dependentes
deste que só coloca-nos os segundos quando quer,
tira minutos sem aviso
sentido, o menor se quer.

Queria eu poder falar com o senhor que o controla,
dizer a ele, que há algo de errado.
Que a bailarina só girará outra vez se a corda roda
e se for o suficiente para bailar outra vez.

TEMA VENCEDOR: SEXO (obvio)

Fiz uma enquete no meu MSN sobre temáticas que gostariam de saborearem meus comentários, a lista ficou grande, foram 60 diferentes sugestões temáticas... Porém, a vencedora, obviamente foi SEXO, a sugestão mais aclamada por meus amigos.
Como estou com preguiça de pensar sobre o tema, resolvi dar uma vasculhada nos "guardados do computador", e achei esta maravilha escrita por Carlos Drummond de Andrade. Este soneto que foi guardado por Zuenir (nome feio) Ventura (nome de álbum dos Los Hermanos), veio a ser publicado no livro "Minhas Histórias dos Outros" (aliás, achei um charme o nome do livro - quase um pseudônimo pro meu blog, pretenção não?). Segue então, A CÓPULA:

Depois de lhe beijar meticulosamente
o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme tungescente.

Ela toma-o na boa e morde-o. Incontinente.
Não pode ele conter-se e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a. Ela geme, ela peida, ela sente

Que vai morrer: - 'Eu morro! Ai, não queres que eu morra?'
grita para o rapaz que aceso como o diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra

E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona a dentro o mangalho até o cabo.

QUE MULHER...

Há algum tempo atrás, achei este texto que não sei de quem é a autoria... pra não dizer que não falei das mulheres no dia de sua homenagem (porque não falei mesmo), afinal, acredito que todos os dias são nossos e deles e de todo o resto (ai, quanta meiguice)... portanto, aqui vai uma homenagenzinha!!



Que mulher nunca teve...
Um sutiã meio furado,
Um primo meio tarado,
Ou um amigo meio viado?
Que mulher nunca tomou
Um fora de querer sumir,
Um porre de cair,
Ou um Lexotan para dormir?
Que mulher nunca sonhou
Com a sogra morta,estendida,
Em ser muito feliz na vida,
Ou com uma lipo na barriga?
Que mulher nunca pensou
Em dar fim numa panela,
Jogar os filhos pela janela,
Ou que a culpa era toda dela?
Que mulher nunca penou
Para ter a perna depilada,
Para aturar uma empregada,
Ou para trabalhar menstruada?
Que mulher nunca acordou
Com um desconhecido ao lado,
Com o cabelo desgrenhado,
Ou com o travesseiro babado?
Que mulher nunca comeu
Uma caixa de bis,por ansiedade,
Uma alface,no almoço,por vaidade,
Ou um ursinho para não enlouquecer?
Que mulher nunca jurou
Que não estava ao telefone,
Que não pensa em silicone,
Ou que "dele" não lembra nem o nome?

domingo, março 11, 2007

Breve texto!

Nota da Autora: Este foi o título que o texto ganhou quando foi postado pela primeira vez, exatamente no último dia de outubro de 2002. Como o vejo sob temática próxima do texto postado anteriormente, vai aqui mais um murmúrio meu do passado...






"Sou um pobre ser sem estímulos próprios, movida a papéis timbrados dos quais não possuo. Maldito mundo pós-moderno filho caçula da economia capitalista que me faz vítima passiva. Poderia eu por vontades próprias ser alguém mais sapiente e ativa; mas fico eu por cá dependente de circunstâncias que não percebo de nenhuma maneira a existência. Sofro, lastimo e me calo, em ignorâncias minhas e vossas. Respiro fundo dando mais um passo, ficando assim no mesmo lugar de antes, de agora e do amanhã. Quem sabe num outro dia... Quem sabe?"

*meninos não sabem barganhar*

Hoje, numa festa de aniversário de uma amiga de longa data, tive que provar desta imbecilidade de novo, ainda mais vindo de um "menino vaca".Sabe, eu AMO discutir, gosto mesmo, fico feliz por ver pessoas se afundando em argumentos vãos "argumentos não argumentos" (dá pra me ver fazendo as ridiculas áspas com os dedos). Ele exibia sua fivela ridicula de prata... como trabalham mal com nossos metais preciosos não?
Eu falava que GOSTARIA de viver numa sociedade da qual eu não vivo, me chamava de socialista, quando sou partidária do anarquismo... puft... veio me falar diversas vezes que queria ser rico (se existe realmente um Deus, isso não será possível), ele, querendo discutir o quão bom é o mundo capitalista... HA HA HA, burros, NÃO EXISTE DEUS, afinal, vide as linhas, provado e aprovado sua não existência! Obvio que não o mandei chafurdar na lama, tive dó dos porcos!
Bom, ele no meio do seu discurso eufemista tentando me impressionar e eu tentando lucidá-lo na minha fala eugênica! Foi divertido, ele bêbado, eu cínica! O trouxa me ofereceu para lhe dar um murro na cara, DEI! Ficou atordoado, me permitiu dar outro, como não sei se ele anda armado ou não, já que me pareceu bem idiota, resolvi não me empolgar na brincadeira masoquista. Ri e me dei por satisfeita!
Não entendo porque dizem "eu quero" com tanta veemência, afinal, se seu "querer" depende de outrém, CONQUISTE!
Idiotas cometendo idiotices, não é atoa que vejo tanta mulher poderosa, maravilhosa, sozinha! Elas já perderam a paciência com a quantidade de "EU(s) QUERO", talvez, o dia em que passarem a valorizar o rabo da própria mãe, param de tratar o próximo com este autoritarismo todo!
Hiiii acabo de me lembrar de uma outra cena da mesma festa, o amigo do "menino vaca", numa certa hora surtou, ficou gritando "ahhh come meu cu!!", eu, prontamente me ofereci, ele veio, parou na minha frente e insinuou para que eu fizesse o serviço ali no meio da festa. Não tive dúvida, abaixei sua calça e quando fui abaixar a cueca, ele virou cheio de gracinha e saiu de perto... tsc tsc tsc... mais uma vontade reprimida (dele, porque eu não tava afim de enfiar meu dedo num cu fedorento)! uahauhauhauahuahuahauhauhauhauh

Obs.: Aos que acompanham o movimento da casa... o senhor da feijoada me deu um "trato cala a boca"... logo, ele tem uma semana de folga de comentários maudosos!