terça-feira, agosto 21, 2007

[início, meio e fim... pelos pêlos]

Aquela premissa de que tudo tem um começo, um meio e um final, realmente é verdadeira!
Já me apaixonei, me dediquei e mandei o cara pastar. Já vagabundeei, estudei tal qual uma nerd e me ferro como funcionária pública (neste ainda acho que estou no meio). Quando criança pulei num sofá em L que tínhamos em casa até levar um dos meus mais belos saltos (ainda não havia começado a praticar ginástica olímpica) – seguido de tombo, quebrei o braço e uma semana depois um tio meu ortopedista recomendou que meus pais me levassem num médico que minha frescura se chamava fratura, conclusão: gesso. Também já tive muita vergonha de menstruar (principalmente quando isso acontecia de forma desavisada e na escola), depois comecei a compartilhar meus micos vermelhísticos com os amigos, hoje, tomo pílulas para que esta parte se amenize ao máximo, ou seja, praticamente não mênstruo!
Bom, chega de exemplos, pareço meus alunos, cito um e lá vem um turbilhão de outros...
Enfim, agora é chegada mais um destes princípios baseados no conceito de começo-meio-fim. (quase uma aula de redação isso)
Tenho um sério problema com pêlos encravados, desde que a menarca aconteceu e por conseqüência disso, os pêlos começaram a surgir, como na maioria. Mas, como minha vida é cheia de cenas mexicanas, meus pêlos hoje surgem aos bocados, as vezes 3 no mesmo buraquinho. Mas, o advento da modernidade finalmente me arranjou uma solução... Eis a história:
Numa linda manhã de um dia da semana qualquer, fui ao dermatologista, perguntava sobre minhas espinhas pós adolescência, ele me passou uns cremes, sabonetes, protetor solar, mas, minha freqüência relapsa de uso dos mesmos num resultou em coisa alguma, porém, resolvi perguntar-lhe também sobre os meus pêlos encravados, descrevi algumas de minhas cirurgias particulares feitas sentada no vaso sanitário acompanhada de uma boa agulha, dos rios de pus que jorravam de montanhas de pele inflamada que pareciam furúnculos. Junto a isso, minhas origens orientais, as quais davam mais força para que aqueles longos e viçosos pêlos nascessem para dentro, formando pequenos traços cinzas que vê-se claramente sobre a pele.
Resultado, minha única alternativa era realmente ou parar de me depilar (coisa que foi prontamente descartada), ou fazer depilação a laser, uma alternativa cara, porém única salvação atual – afinal não vou esperar fazer 50 anos para consertar este erro da natureza!!
O questionei a respeito desta tal depilação junto ao meu plano de saúde, se haviam coberturas para tal situação. E, o médico com toda sua simpatia solta a seguinte frase: “Na verdade, o plano de saúde não cobre isso de forma alguma, porque eles consideram a depilação uma atitude estética, logo, suas causas e efeitos foram por motivos estéticos e não de saúde”. Nesta hora, subiu uma raiva... e levantei os seguintes questionamentos: SERÁ QUE A ESPOSA DO PRESIDENTE DO PLANO DE SAÚDE SE DEPILA? SERÁ QUE ELE GOSTA DELA PELUDA? SERÁ QUE ELA NUNCA TEVE UM MALDITO PÊLO ENCRAVADO E DOLORIDO PARA ESTIMULAR ESTE MALDITO PRESIDENTE A ACEITAR TAL PROCEDIMENTO COMO UMA NECESSIDADE PARA UMA VIDA MELHOR E MAIS SAUDÁVEL E NÃO SOMENTE UMA FRESCURA ESTÉTICA? Conclui-se, isso não deve fazer grande diferença nos lucros deste maldito plano de saúde!
Depois deste banho de água fria, não tive outra alternativa se não apelar para um projeto econômico meu, junto a uma pesquisa de mercado. Pedi algumas referências de clinicas, perguntei para pacientes, enfim, tracei minha meta, fiz meus planos econômicos e a poupança no banco foi aberta.
Um mês depois, contando a história para alguns médicos, descobri que o tal presidente do plano de saúde foi meu pediatra a infância toda e mais recentemente, minha mãe contou que ele nunca cobrou uma consulta e que a primeira filha dele tem meu nome porque ele me considerava uma criança muito meiga (isto até parece uma bela duma piada, até torço para que a menina não tenha características minhas tão marcantes). Ok, calei-me... Parei de querer ver a virilha da esposa dele!(mas ainda tenho a curiosidade de saber se ela depila-se ou não)
Agora, meses depois, com dinheiro acumulado o suficiente para as duas primeiras sessões, marquei a tal depilação a laser para segunda-feira passada. E na intenção de fazermos juntos uma brincadeira de ANTES & DEPOIS, venho aqui expor esta parte que só aparece para... ahhhh aparece para um monte de gente se for ver... é na praia, é na piscina, é na transa, é na troca de roupa com as amigas, com as mulheres da casa, nos médicos... só ainda não fiquei andando por aí exibindo a coitada descaradamente. (nossa, até eu não imaginava o quanto minha virilha já foi exposta!!)
O processo será longo como sabem, em média 4 sessões, mas já apresento o ANTES para que depois me ajudem a analisar se tanto sofrimento valeu a pena!
Agora sobre a descrição da dor, para quem furou os dois mamilos numa única sessão – afinal, eu não seria louca de voltar a fura-los de novo – até que não dói tanto! A sensação é de que estão puxando seus fios com pinça, mas um punhadinho de cada vez (na verdade descobri que o punhadinho tem 9mm quadrado). Esta primeira sessão não pude registrar, me vendaram para poder fritar minha periquita, mas prometo tentar fazer algumas fotos para a posteridade, mesmo que seja às cegas, já que colocam na gente uma máscara vendando os olhos!

[miupia]

*-*-* caliente *-*-*

[louca]


[inverno]


[cegueira]

Recomendo José Saramago em "Ensaio sobre a cegueira".

[morfigas]


[afogamento de abelha]

... como tudo na vida, das coisas que me incomodam, eu mato de uma forma ou de outra...

[RAiNHA NAPOLEÔNiCA]


[girassol]


[bromélia]


quarta-feira, agosto 08, 2007

[cena do dia]

Minha mãe resolve fazer sua tarefa de inglês no aparelho novo, na verdade, ela geralmente usa o meu computador para tal ato e de preferência em horários que eu não esteja em casa.
Passa algum tempo, eu escutando aquele volume alto com frases tediosas em inglês num som BEM monótono... Estava já de saco cheio com tal som irritante, quando ela passa aqui no meu quarto para pegar o estojo. Aproveitando a visita, pergunto a ela se ela não gostaria de usar um fone de ouvido, já que o barulho estava um tanto quanto incomodo, e ela séria:
- Mas eu estou usando o fone de ouvido!
- Mãe, colocou no buraco certo?
- Coloquei!
- Tem certeza?
- Absoluta!
- Ué, então porque é que estou escutando tudo em volume alto??
- Porque eu ACHAVA que estava mesmo plugado corretamente, afinal, estava escutando certinho a conversação, mas, achei meio estranho e resolvi tirar um dos fones, e descobri que ele não estava plugado direito!
- Mãezinha, você estava até agora fazendo a tarefa com os fones no ouvido??
- Ahh, eu tava! =/
- HAHAHAHAHAHAHAHAHA... Sem noção!!!