domingo, fevereiro 25, 2007

meus antigos blogs...

Acabo de fazer uma transferência de contas do blogger.com, a quantidade de memória que estes blogs me trouxeram não é brincadeira, foram 6 ao total, uns somente meus, outros em grupos.
Os títulos e sub-títulos são sempre engraçados, criativos e acima de tudo, sarcásticos! Não os colocarei aqui porque ainda estão a disposição do público, o que traria a tona um passado do qual não quero compartilhar (portanto, não sejam curiosos em demasiado, eu sei o que faço)!

Mas... achei alguns textos que queria compartilhar com vocês, uma ou outra participação minha nos falecidos blogs!

Terça-feira, Outubro 15, 2002.

Se o incomodado é você, então você que se retire. Mas não foi o que eu fiz - meu corpo já estava ergonomicamente encaixado no banco do ônibus. Então, eis que entra a figura (fico deprimida ao ver seres assim).
A Cena:
Uns cinqüenta ou sessenta anos, 5 grampos no cabelo, uma trança mal feita amarrada com restos de meia-calça tendo a ponta presa para cima, com o quinto grampo. Unhas compridas como as da Alcione (a cantora), pintadas de um vinho-rosado-metálico. As roupas já bem desbeiçadas, sem a menor ornamentação. A pele flácida tal qual a de um corpo que já fora bem mais robusto.
E ela... ela devorava um "cachorro quente" (tenho minhas dúvidas se posso chamar aquilo de cachorro quente), um daqueles que se troca por vale-transporte ao lado do terminal urbano. Higiene é uma palavra que não existe no vocabulário aplicado a estes lanches. Para meu azar TODOS, sim, todos os bancos vazios e ela senta justamente na minha frente; mas como disse, eu já estava muito bem acomodada. Não sairia de lá por puro orgulho (e como sabem, este eu tenho aos montes).
Cada mordida dela era um pensamento meu em correr dali, meu estômago insistia no primeiro passo. Uma réstia de cheiro de alfazema, misturado com suor e gordura velha da fritura. De fato meu estômago estava certo, deveríamos correr dali, mas não o fizemos. O ônibus sai do terminal com os bancos quase todos preenchidos, ela devorava aquilo, lambia dos dedos e ajeitava o cabelo, no primeiro sinal, o que eu já supunha, ela estica a mão e joga o saquinho do lanche com restos pela janela.
Contei até três, abri meu livro e tentei entrar no mundo de fábulas. Fechando os olhos o mundo fica tão mais bonito!

ai ai meus anos 90

Já tive e ainda tenho grandes amigos e amigas, depois do colegial, começou a ser comum o contato com gays em geral. Eu era uma malaquinha classe média, gostava de punk e hard core, escrevíamos cartas uns para os outros, afinal, era comum comprar "demos" em cassetes e escrever cartas para o endereço de contato da fitinha! Trocávamos cartas, flyers de shows, guardávamos tudo (tenho guardado muita coisa desta época). Depois chegou a internet, mudamos nosso correio de lugar, fomos todos para as telas com botõeszinhos. Ainda mantenho o contato com muita gente que conheci naquele tempo. Faz tão bem!

*Johnny Cash*

Eis que encontro Johnny Cash (adoro a voz dele), cantando sobre mim! :)

(...)
Don't you draw the queen of diamonds, boy,
She'll beat you if she's able.
Know the queen of hearts is always your best bet.
Now it seems to me, some fine things,
Have been laid upon your table.
But you only want the things that you can't get.
(...)

sábado, fevereiro 24, 2007

Do camarote da cena:

[Eu esperando um encontro antropofágico e me aparecem com pratos insípidos.]

Juro que não sei se é porque convivo com muitas pessoas o dia inteiro que acabo entendendo um pouco de comportamentos e posturas das mesmas. Minha convivência diária com crianças, adolescentes e na maior parte das vezes senhoras e senhoras de meia idade; nos lugares em que trabalho traz-me a vantagem saber como funciona o caos que criam em suas próprias cabeças e, como sou uma boa observadora, sento, olho e aprendo.
Não queria participar desta mesa pesada, onde uns cavalgavam em jegues e outros em cavalos alados, portanto, fui de carro quase a contragosto. Para facilitar a fuga de libarem-me as energias positivas.
Como fui intimada por uma das convidadas, e como sempre me sinto mais poderosa do que devo ser em situações de risco: ACEiTEi!

Sabe, chega a ser constrangedor ver um ser humano tão nervoso como vi aquela mulher, ela falava pelos cotovelos, alto, gesticulava sem parar e tomava cerveja constantemente. Pedi creme de papaia, sorvete e licor de casis, o comi lentamente, em colheradas rasas.
Do lado diagonal oposto, á minha frente, outro inquieto. Ele clamava assuntos seus, seus e seus! Não me interessavam... mas era o que cabia a mesa, já que a recepção fora feita por sua presença na cidade. No entanto, recontar as histórias que já havia lido ou que lerei mais tarde pra mim soavam como blá blá blás.
Achei chato. Entrei num estado de torpor em que mesmo sem querer já sabia as palavras que saíram ou que engasgavam nas falas alheias, era como um prato principal sem tempero algum, insípido!
A situação toda era favorável para se fazer um belo e saboroso encontro antropofágico, onde havia todos os ingredientes ao redor da mesa, mas ninguém quis começar pelas bordas frias – talvez pelo excesso de massa ou medo de queimar a língua com a parte interna fervente!
Repito, chato, sem graça, sem sabor e sem riso algum espontâneo.
No final, a mulher nervosa me abraçava, não me largava de jeito algum e dizia que estava grata em me conhecer... GRATA? Eu hein, sorte a minha manter minhas insanidades somente para mim. Deveria ter recomendado algum terapeuta, talvez assim ela poderia me agradecer justamente.
Pensem comigo... Será que ela me agradeceu por eu não ter me manifestado, pelo meu estado tedioso de torpor, pela meia dúzia de palavras que proferi quando estas se engasgavam no meio do caos de pensamentos outros que não os que ela proferia? Ahhh vai entender.
Mentira, eu entendo! Como disse logo no início, eu entendo...
Obs.: O medo é criador de cada situação constrangedora. Então, aqui vai uma dica: Se souber o tamanho de suas capacidades, não temerá nada! Agora, se não tiver capacidade alguma, fale alto, sem parar, gesticule bruscamente, ao menos, seu opositor achará assustador tudo isto e ficará somente quieto, vislumbrando tal cena bizarra.

quinta-feira, fevereiro 22, 2007

Adoro brincar com crianças grandes

(quem me conhece, sabe do que estou falando...)
Então vamos para mais uma história:

No sábado de noite, depois de ter passado a tarde toda fumando maconha e comendo quitutes árabes junto de três amigos (gays, porque são mais deliciosos), voltei pra casa.
Juro, só entrei na internet porque descobri que estava virando uma geléia derretida no sofá, fiquei com medo de perder os braços derretidos e vim me exercitar no teclado. Ao menos, eu teria dedos no meio daquela geléia que eu estava virando (sim, quando fumo maconha – o que é bem raro – me sinto toda derretendo, mole, desengonçada... e fico rindo... rindo)!

Retornando a história... eis que me aparece na internet um escritor (da capital do estado vizinho) que sempre converso. Um destes ‘latim lovers’ que adoram brincar de querer seduzir qualquer mulher que passe-lhe a frente! Ele dizia, ou tentava me dizer, que estava na minha cidade. Achei muito estranho, pensei que meu cérebro também havia virado geléia, até entender que o tal do latim lovers sem um puto no bolso, ele realmente estava na minha terrinha amada.
Acabamos por combinar que nos encontraríamos no dia seguinte.

[DOMiNGO – o dia seguinte]
Após um almoço de família, brigadeiros coloridos e máscaras carnavalescas para as crianças, fui me encontrar com o tal mancebo. Passei para pegá-lo na casa de sua mantenedora e fomos para um passeio regado a mais maconha e lago artificial. Por estas horas, eu já estava no meu estado gelatinoso esperado; ele nervoso, inquieto, com olhares e toques mais do que explícitos e específicos... (e eu sou besta desde quando?)
Saímos de lá ainda não estava escuro, no meio do caminho para o carro, no gramado verde e um belo abacateiro sobre nossas cabeças, resolvi deixá-lo beijar-me (estas coisas não podem ser totalmente explicitas se não perde o charme, portanto, finge-se que permite, quando a vontade já é tua também). Era um destes beijos que combinam, não foi ruim... beijo bom é bom de se beijar...Então beija-se mais; não é assim com vocês?
Resolvi que de lá, levaria-o para um bar de que gosto bastante, mas o recinto havia cerrado-se para as festas da carne e eu sem muita escolha, parei num boteco verde com cara de caixa-de-brinquedos mal organizada; ao menos, tinha uma linda sombra das folhagens do fundo do bar.
Não duramos mais que uma lata de Coca-Cola cada dentro daquela lúdica caixa-de-brinquedos. Neste momento ele ficava abraçando minhas pernas com as suas por debaixo da mesa, enquanto eu continuava falando como se nada estivesse acontecendo.
Mas num domingo de carnaval, o que teria aberto numa cidade do interior? Lembrei de um lugar charmoso, requintado para apresentar ao mancebo-fruto-dos-quintos-dos-infernos. Estacionei o carro. No som, tocava Louis Armstrong e seus similares, não sei que efeito estas ondas sonoras causaram no cérebro dele, mas ele clamava ensandecido que queria me chupar enquanto eu dirigia, pediu e implorou (eu estacionando o carro) para que eu voltasse a dirigir, para que saíssemos daquele lugar.
Eu, gelatinosa ainda, com o pouco de juízo que me restava, não iria dirigir com um cara me lambendo o âmago, certamente faria algumas milhares de cagadas no trânsito. O proibi de baixar a cabeça, mas suas mãos continuaram lutando contra meu jeans Levi’s (não se luta contra roupas de operários, são feitas para resistir! Childrens... tsc tsc tsc).
Nesta hora eu já estava excitada o suficiente para não me preocupar mais com a mantenedora, ou qualquer juízo moral que ainda me restava, levei-o para um Motel (sim, ele tinha um M maiúsculo - O MOTEL!).

[PAUSA PARA NOTA DA RAiNHA DE COPAS]
Nunca havia estado num motel antes, sempre tive curiosidade, mas minhas oportunidades me levavam para outros lugares. Então, como era a minha virginal ida ao mesmo, resolvi investir um pouco e ir ao melhor da cidade (sim, eu estava bancando minha parte da brincadeira com o rapaz, a mantenedora não pode reclamar, minhas despesas eu paguei em todas as saídas)!

[O MOTEL]
Adorei! Banheira, cama grande, espaço, chuveiro... Lá, estavam duas pessoas com ¼ de século de vida e um monte de fogo no rabo. Foram quase seis horas trancafiados [sexo]. Apertamos todos os botões, jogávamos tudo pelo chão. Ele preocupado, eu, me divertindo feito criança [sexo]!
Nos momentos em que o juízo dele aparecia, seu pau (que a mim tem um tamanho bem satisfatório excitado), virava aquela coisa mole que fica pendurada junto às bolas... eu parava e ria sozinha, só imaginando em que grau a chapa-quente fritava seus neurônios naquele momento [mais sexo].
Meus pensamentos sempre são malévolos, me divirto ao ver as pessoas se ferrando, principalmente quando resolvem cavar a própria cova. Acabam por carregar nas costas todo o monte de terra que tiram do chão. Raras vezes vi esta cena, mas nunca fui eu quem carregava os montes de terra sobre o lombo. (por isso o mundo é dos espertos, entenderam crianças?! >> comentário totalmente Elke Maravilha!) [sexo outra vez]
No horário que ele havia combinado para retornar a casa da sua mantenedora, o lembrei que deveria ligar para ela (viram como sou responsável) – ainda tínhamos duas horas de usufruto do quarto [sexo, quase coelhos já] –, ele assim o fez, após divagarmos sobre que falaria... no fim, disse que voltaria logo [sexo].
Imaginem... Eu pago um motel caro, na minha noite desvirginal naquele ambiente. Acha que eu ia deixar duas horas para trás??? (meu dinheiro não é capim!) [sexo, sexo, sexo]
Portanto... Fomos para sei lá que round da nossa brincadeira sexual. Continuei rindo sozinha, me divertindo com aquele momento Bonnie & Clyde no meio da fuga, até soar as três badaladas do sino e devolvê-lo para o mesmo edifício de porta estilosa anos 70.
[sexo = tentem lembrar das múltiplas formas de relações sexuais, afinal, ¼ secular de idade, o resto de boa flexibilidade, desejos e disposição, fizeram parte de toda a performance]

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Prostituta do Governo


Nossa, nem começo isso aqui e já largo de lado... abandonado. (está claro porque não devo colocar um filho neste mundo não está?!)
Tá, mas já aviso de ante mão... não foi apenas culpa minha, o meu patrão também tem culpa no cartório!!
Sim, me mandou pra terra do sítio, me traumatizou, achei que tivesse que passar longos dias naquela terra, mas ele deve ter ficado de orelhas queimando e me deixou ficar na minha terrinha mesmo! (talvez ele tenha tido medo do tipo de caos que eu pudesse instaurar naquele lugar)
De qualquer forma, a não ser que eu mate e seja descoberta, apareça drogada em público ou desvie dinheiro governamental/público (com excessão dos políticos), permanecerei por um bom tempo sugando um pouco da estabilidade que esta porcaria de emprego mal remunerado me dá. Logo, o Governo terá que me aguentar... O Requião com sua jaqueta brega de couro marrom, meus alunos que ora gostam dos rebeldes, ora detestam "emos", e toda a direção, supervisão e professores que conviverão comigo (principalmente o bando de tapados, que se dizem os "reis do saber", incompetentes que não gostam de ver mentes com opinião própria - faço alusão a alunos mesmo).
[tá, chega de reclamar que eu tenho mais a dizer do que ficar resmungando do meu chefinho atual, afinal, não fui eu quem o escolhi, juro que pra governador votei nulo]