Os dias andam correndo de mim... as horas passam sem nem que eu possa bisbilhotar em que minuto estou, quando consigo – raramente – percebo que já se foi mais tempo do que minha imaginação havia desejado.
Bom, nos últimos dias, pessoas casaram. Se eu for computar uma média do que foi gasto só em casamentos que freqüentei ou que ainda irei freqüentar até o final do ano, acho que já poderia comprar um apartamento novo e razoavelmente caro (obvio que para os meus padrões financeiros – se é que tenho padrão de alguma coisa).
Fui viajar para o estado de cima, mais uma vez me comportei como se morasse lá, ou seja, não vi nada e só fiquei estudando... Sabe, até gosto de estudar, me empolgo com algumas coisas que leio, mas ter que começar é que é sempre O Problema, aliás, começar qualquer coisa É SEMPRE um problema.
Então é isso, vou escrever sobre o TER QUE COMEÇAR!
Primeiro, eu gostaria de ressaltar que a expressão “TER QUE...” sempre me causa uma certa raiva, acredito que ninguém “TEM QUE...” porra nenhuma, se existe um querer, se faz, caso ele não exista, não se faz e pronto. Esta coisa da obrigatoriedade é o que me incomoda, mas em verdade vos digo... Vez por outra... TEMOS QUE e liga-se o “foda-se” e inicia-se o processo de sei lá o que! (“-se” é chique né?!)
Por exemplo, eu decidi estudar, ou melhor, estudar algo específico com um objetivo específico, porque afinal, eu estudo sempre mesmo! Mas aí, eu fiquei com preguiça de começar a estudar e troquei por começar a desistir – isso deve acontecer com milhares de pessoas que conheço e desconheço deste mundo.
Quando comecei a desistir, lembrei que eu mesma quem tinha decidido começar porque eu quero algo em específico, logo, tive que voltar ao processo de Ter Que Começar. É complexo, mas na prática, isso é mais ou menos uma semana de enrolação.
Tenho também um outro problema, quando decido fazer alguma coisa, tenho que fazê-la bem feita; caso seja para sair de forma mais ou menos, aí, já desisto de vez e volto pra parte da preguiça e reclamação constante de falta de ocupação útil ao cérebro e não faço mesmo.
Bom, aí surge um defeito, que também é um empecilho “DEIXAR TUDO PARA ÚLTIMA HORA”, este... – Sério, não tem jeito de consertar mesmo! Eu Muitas vezes tento me adiantar nas coisas e quando vejo, pronto, lá estou eu afogada nas últimas horas, nos minutos finais, nos 47 minutos do 2° tempo... uma lástima (como diria o amado Charlie Brown)!
O fato, é que Ter Que Começar é um processo lento, digestivo eu diria. Tipo: escolhe a idéia, mastiga-a, engole e espera digerir, ou sai por baixo, ou por cima, dependendo como seu estomago (cérebro no caso) está.
E agora, que já comecei, fico aqui, esperando pra ver por onde é que vai sair os meus estudos desta vez...


2 comentários:
Devo mesmo repetir oq te falei a pouco.
adorei sua descrição e tratamento com o texto. Ironia é um tesão.
Seu jogo com o o TER QUE... foi fantástico.
Mas tb devo dizer: um viva ao ócio produtivo. Sem ele vc não teria escrito!
bjo
ps.: espero retribuição a altura com um comentário no meu blog
hehehe
Babe, adorei!!!
Saudade...
Coisas de escola, então.... Rá!
Besos
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