Pra estrear o meu espaço nesse blog busquei um tema bastante apropriado ao momento contemporâneo em que todos estamos imersos mesmo sem vontade. A esse momento eu atribuo um caráter hipócrita. Esse espaço hipócrita seria o responsável por muitas coisas, mas principalmente pelo mal-estar das relações estabelecidas, ou melhor, que tentam se estabelecer nos dias de hoje.Com essa pequena ilustração textual pretendo discorrer sobre uma intrigante história que, como ela, devem existir outras milhares. Como o blog preza pelo CORTEM-LHE A CABEÇA, decidi expor uma historinha que não tem final feliz...
Tudo começa quando um amigo de minha mãe me é apresentado. Um cara muito bacana, espírito leve, mas aparência não muito agradável.
Talvez nos tempos áureos de vida ele tenha sido bem mais bonito. O que importa aqui é que a história se repete.
Ele é um homem a beira de seus 40 anos que já viveu muita coisa. Vale lembrar que, pela sua idade, viveu seu auge da juventude em uma época livre de doenças sexualmente transmissíveis e experimentou da verdadeira liberdade sexual que, ao meu ver, as gerações posteriores jamais poderão saber o que foi isso.
O fato é que, logo mais, nos anos 80 conheceu um parceiro com o qual iniciou uma vida em conjunto. Iniciar uma vida em conjunto subentende-se cumplicidade total, não? Na verdade não!!!! Anos depois, pra ser exato foram 12 anos, ele vai ao médico pra fazer uns exames de rotina, pois precisaria fazer uma pequena cirurgia que nem me recordo do que era e descobre que era portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS).
Que bom saber disso não é? Imagine você, casado (a) descobrir que sofre de tal síndrome em nome de seu matrimônio!!! Aqui ele, é a vítima da historia sim, mas não para sempre será dessa forma.
Anos se passaram e certo dia este homem conheceu um rapaz, 20 anos mais novo do que ele. A diferença de idade não me incomoda e acredito que a ninguém. Contudo, nessa relação o vilão é a própria vítima.
Este homem portador da SIDA mantém relações bastante fortes com esse novo rapaz que entra em sua vida e que ainda é cercado de milhões de inquietações sobre sua sexualidade. Fragilizado por essas questões se entrega ao amor incandescente que brota das cabeças de seus paus.
O que me impressiona nisso tudo, não é o fato da diferença de idade e muito menos da doença. O que me aterroriza é a indiferença acerca da situação. Um cara mais velho, com a vida feita, um cara centrado e dotado de uma experiência ímpar, deveria, ao sofrer pelas suas experiências ter mais benevolência com a vida, se não a dele, a dos outros. A vida num sentido não de morte, mas de respeito às escolhas, respeito ao livre arbítrio e, principalmente respeito à verdade da relação.
Isso não foi respeitado. O cara 20 anos mais novos sequer imagina que o companheiro que ele escolheu e de quem gosta de fato é portador da SIDA. Isso é um exemplo, claro que limítrofe dessas inquietações que me surgem acerca das relações. Existem milhões de outros que conheço e convivo proximamente e, que, por ventura posso expor futuramente.
O que questiono é: será que você sabe com quem se relaciona? Será que as pessoas tomam os devidos cuidados durante as relações sexuais? Será que fidelidade é mais importante do que a lealdade? Será que a mentira deveria reinar eternamente? Afinal se você mente, mente em primeiro lugar pra si mesmo....
O meu desejo é:
Ele é um homem a beira de seus 40 anos que já viveu muita coisa. Vale lembrar que, pela sua idade, viveu seu auge da juventude em uma época livre de doenças sexualmente transmissíveis e experimentou da verdadeira liberdade sexual que, ao meu ver, as gerações posteriores jamais poderão saber o que foi isso.
O fato é que, logo mais, nos anos 80 conheceu um parceiro com o qual iniciou uma vida em conjunto. Iniciar uma vida em conjunto subentende-se cumplicidade total, não? Na verdade não!!!! Anos depois, pra ser exato foram 12 anos, ele vai ao médico pra fazer uns exames de rotina, pois precisaria fazer uma pequena cirurgia que nem me recordo do que era e descobre que era portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA ou AIDS).
Que bom saber disso não é? Imagine você, casado (a) descobrir que sofre de tal síndrome em nome de seu matrimônio!!! Aqui ele, é a vítima da historia sim, mas não para sempre será dessa forma.
Anos se passaram e certo dia este homem conheceu um rapaz, 20 anos mais novo do que ele. A diferença de idade não me incomoda e acredito que a ninguém. Contudo, nessa relação o vilão é a própria vítima.
Este homem portador da SIDA mantém relações bastante fortes com esse novo rapaz que entra em sua vida e que ainda é cercado de milhões de inquietações sobre sua sexualidade. Fragilizado por essas questões se entrega ao amor incandescente que brota das cabeças de seus paus.
O que me impressiona nisso tudo, não é o fato da diferença de idade e muito menos da doença. O que me aterroriza é a indiferença acerca da situação. Um cara mais velho, com a vida feita, um cara centrado e dotado de uma experiência ímpar, deveria, ao sofrer pelas suas experiências ter mais benevolência com a vida, se não a dele, a dos outros. A vida num sentido não de morte, mas de respeito às escolhas, respeito ao livre arbítrio e, principalmente respeito à verdade da relação.
Isso não foi respeitado. O cara 20 anos mais novos sequer imagina que o companheiro que ele escolheu e de quem gosta de fato é portador da SIDA. Isso é um exemplo, claro que limítrofe dessas inquietações que me surgem acerca das relações. Existem milhões de outros que conheço e convivo proximamente e, que, por ventura posso expor futuramente.
O que questiono é: será que você sabe com quem se relaciona? Será que as pessoas tomam os devidos cuidados durante as relações sexuais? Será que fidelidade é mais importante do que a lealdade? Será que a mentira deveria reinar eternamente? Afinal se você mente, mente em primeiro lugar pra si mesmo....
O meu desejo é:
CORTEM-LHE A CABEÇA do pau....
Fotografia: Miguel Rio Branco

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