No próximo dia trinta irei a um casório no Estado vizinho, é, agora é a fase dos chás de bebês e casamentos (geralmente estão acontecendo nesta ordem). A história deste casal é meio estranha... Eles se conheceram através do meu antigo blog, ambos o liam e comentavam, acabaram que começaram a se ler, se conhecer e etc... Ela relutou com o namoro, mas saiu, agora, o casamento.Mas vamos as partes que interessam aos curiosos como nós...
Este cara sempre deu em cima de mim, me ligava, me contava ótimas histórias, ele fazia uma coisa que acho admirável e que adorava: lia para eu dormir e raramente eu falava algo. Ele só ligava, me contava a história e dizia boa noite.
A voz dele é bem agradável, mas digamos que ele não faz meu tipo de homem. Esta coisa da leitura antes de dormir era ótima, geralmente eram fragmentos dos “Contos do Senhor do Mal”, tinham toques de erotismo e um sabor lírico raro, fora o sarcasmo todo, e eu era uma das personagens, a concubina!
Ela também foi uma das concubinas dos contos dele, mas chegou depois e sempre acabou se sentindo assim... Inúmeras vezes a escutei dizer que eu quem deveria estar lá com ele, namorando e até casando agora (aFFe). Ela sente um tipo de ciúmes raro por mim, na verdade, não sei se chega a ser ciúmes, nunca brigaram por minha causa (que eu saiba), sinto que ela me admira (sem querer me achar) e que nutre um carinho raro por mim.
Eu a conheci pessoalmente antes dele, já fui na casa dela com outro amigo, conheci os pais, a irmã, todos me trataram maravilhosamente bem. Já, ele, fui conhecer BEM mais tarde, depois de anos, quando já namorava ha algum tempo. Ele tem cara de índio peruano, é alto e muito “social” pro meu gosto estragado.
Quando a conheci, ela havia terminado um noivado fazia pouco tempo, ainda estava bem traumatizada, o antigo noivo a trocou por uma das melhores amigas faltando uma semana para o casamento. Ele sempre teve algumas admiradoras, lembro bem de uma que mora em Portugal agora, esta quase me matava com os olhos da inveja... Sabe, acho tudo isso muito estranho, nunca dei tantos motivos para que ele sentisse algo por mim que gerava estes sentimentos nas suas mulheres conseqüentemente.
Na verdade, não querendo me fazer de vítima e já fazendo, não tenho culpa que estes homens criem estas taras nas entrelinhas por mim, não sou um tipo de femme fatale tão pouco de dominatrix, logo, acho que é tudo fruto da imaginação fértil de nós mulheres.
Ele ainda hoje, me manda mensagens no celular, nunca as respondo no mesmo tom, não sou a favor de “ménage a trois”. – Ah, isto me lembrou uma pequena história dela, quando falávamos sobre o presente que daria ao casal ela fala pra mim “bem que você poderia ser nosso presente”, só o que me faltava, ela, que nunca pareceu o tipo de garota com piras bissexuais, agora, acha que seus problemas acabaram com alguma prova da minha performance sexual... Sei! – Voltando, é isto, cogitaram em me fazer madrinha deste matrimônio, como sabem, não faço muito o tipo “madrinha”, logo me livrei desta futura sina (já basta a vez que uma das minhas melhores amigas me colocou de Dama de [dês]Honra) e daqui uns dias estarei lá rindo dos tios bêbados dançarinos dela no casório!A melhor parte (que eu espero), é a companhia, uma encomenda que fiz do interior do Estado para tal festa... hummm
*imagem: Ana Bento

Um comentário:
infelizmente senti mta falta de uma acidez textual como vc sempre costuma utilizar Ms. ou Mr. Cortem-lhe a cabeça...
A historia por si é suficientemente ácida creio eu, mas suas floreadas seriam excelentes....
Sei que, por motivos menores, mas nao menos importantes, a acidez se ausentou por hj...
Bom, espero que eu sempre encontre aqui, o que realmente existe na sua essência, a verdade sobre os fatos, a coadjuvancia explícita e, finalmente, o olhar crítico.
bjs
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